
Um romance alternativo. Muito charme. Imperdível!
Imagine vestir uma máscara (não a que está a usar agora - uma qualquer!) e sob o completo anonimato poder fazer o que lhe apetece? O que faria? Eu vestir-me-ia com um fato de piloto branco, um capacete branco e viseira fumada e correria para
a ponte Vasco da Gama para tentar convencer os txunners de que eu é que sou o Stig.
Mas este tipo não. Ele encheu de charme uma idiologia e lutou por ela. É nobre! Repetindo V’s como ninguém, o cavalheiro consegue destruir uma ditadura controlador, bem ao estilo Big Brother. Isto passa-se num futuro próximo, quase paralelo ao nosso, apenas dividido por um hiato onde se deu alguma situação a nível planetário (subentende-se) que provocou um caos geral e em particular na Inglaterra. É aí que tudo se desenrola. O louco mascarado que aparecia a salvar damas em apuros foi-se tornando um mito e, mais tarde, torna-se n’O caminho e a personificação da salvação. Apenas servindo de veiculo entre o descontentamento das massas e o elitismo surdo do governo (além de uma midia completamente controlada), o nosso herói apaixona-se, é apaixonante e, sob fortes convições de liberdade e democracia, consegue derrubar um regime – que implodiu no seu próprio vazio. Cito uma frase mensionada no início do filme e ecoada no final: “morre o homem, mas a palavra é imortal”. Produzido e realizado em UK, é um filme de princípios. Não para ser visto com a amante e uma cerveja, mas para apreciar com a sua mulher e um bom vinho, enquanto lhe diz que vai passar o próximo fim-de-semana fora.
Vai ver que acaba por não ir.
Abraço e bons filmes
